Obstáculos da doação de sangue no Brasil

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), metade das doações de sangue em todo o mundo são realizadas em países desenvolvidos. Proporcionalmente, o Brasil doa menos que países como Uruguai e Argentina – por aqui, apenas 1,6% da população tem o hábito de doar sangue. A OMS considera que a taxa ideal seria de 3% a 5%, que é a média em países como Japão e Estados Unidos, por exemplo.

Para alcançar o objetivo de ampliar o número de doações para aproximadamente 2,2% em cinco anos, o Brasil ainda precisa enfrentar diversos desafios. O primeiro deles é a conscientização da população. Culturalmente, os brasileiros não têm o hábito de doar sangue e isso precisa mudar.

O que fazer para o Brasil doar mais?

São muitos os obstáculos para a doação de sangue no Brasil. Conscientizar os brasileiros é o primeiro passo para que essa realidade comece a mudar: mais campanhas sobre a importância da doação regular de sangue devem ser realizadas e o tema deve ser debatido em instituições de ensino desde a infância.  É preciso que haja o entendimento de que o ato deve ser voluntário e contínuo. Vale lembrar que boa parte dos doadores fazem doação de reposição, ou seja, doam somente quando um parente ou amigo precisa.

Além disso, ainda há muitos mitos que cercam a doação de sangue. Crenças como “doar sangue engorda”, “se doar uma vez, terei que doar para sempre” ou “doar afina o sangue” devem ser combatidas. A doação de sangue é um ato benéfico para a saúde física e mental do doador, afinal, além de prevenir doenças e fazer bem ao coração, doar sangue é um ato de amor ao próximo.

Vale ressaltar, ainda, que o Brasil enfrenta problemas estruturais para captar mais doações de sangue e aproveita-las de forma eficiente. No Nordeste, por exemplo, existem instituições de saúde que não contam com as chamadas “agências transfusionais”, responsáveis pelo gerenciamento do estoque e pela assessoria técnica. Com isso, o controle de qualidade fica comprometido. Outro empecilho está na captação: faltam unidades móveis para a realização de coleta junto a potenciais doadores que, por algum motivo, não conseguem se locomover até os postos de coleta.

As normas e proibições relativas à doação de sangue também são consideradas um obstáculo ao aumento de doações no país. As decisões são baseadas em estudos epidemiológicos, mas as revisões periódicas dessas orientações nem sempre são atualizadas. Uma proibição bastante polêmica é sobre homens que tiveram relações sexuais com outros homens nos últimos 12 meses. Segundo ativistas da causa LGBT, a norma é discriminatória e o que deveria ser levado em conta é o comportamento de risco. Na América do Sul, países como Chile e Uruguai já permitem que essa parcela da população doe sangue.

O Time do Sangue é uma startup do bem, que tem como principal objetivo agilizar o processo de doação de sangue fazendo com que as pessoas salvem, no mínimo, 4 vidas com apenas 1 clique. Basta baixar o app, agendar sua doação e comparecer ao hemocentro no horário marcado. Sem filas.

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